terça-feira, 22 de junho de 2010

Polimerização por adição de cadeia catiônica e aniônica

O mecanismo de polimerização por adição de cadeia via radicais livres já foi visto. Naquele caso o iniciador se decompunha em radicais livres que dava partida a uma etapa de propagação onde havia o crescimento da cadeia polimérica seguida de uma etapa de terminação onde o polímero “vivo” se transformava no polímero “morto” devido a instabilidade inerente dos radicais livres.

Agora será visto a polimerização por adição de cadeia por via iônica. Neste caso, o iniciador  se decompõe em cátion e ânion e o mecanismo de propagação é semellhante ao de radical livres. Se o responsável pela polimerização for o cátion a polimerização será catiônica, se for o ânion será aniônica. O mecanismo segue abaixo para uma polimerização catiônica

  • iniciação

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  • propagação

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O aspecto interessante desta técnica de polimerização é que não existe a etapa de terminação. A reação segue até até o esgotamento do monômero. Se for adicionado mais monômero a reação prossegue até o esgotamento do monômero adicionado. E se o monômero adicionado for diferente?  Se o monômero adicionado for compatível com este tipo de polimerização a propagação prossegue e o monômero resultante terá uma parte formada por um monômero e outra parte por outro monômero. ESte tipo de polímero chama-se blocado. Para acabar com a polimerização basta adicionar uma substância que “mate o polímero vivo”.

E a polimerização aniônica? Acho que a maioria já percebeu que basta substituir o cation pelo ânion, isto é, o alfa pelo beta. Caiu a ficha?

2 comentários:

  1. Boa tarde, mas na polimerização catiônica, tenho reação de terminação espontânea ou transferência de cadeia ao contra-íon, minha duvida é, o que se pode fazer para evitar a ocorrência dessa terminação?

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