domingo, 3 de agosto de 2014

Reatores do tipo tanque


São basicamente vasos de pressão que realizam reações químicas. São usados exclusivamente para reações em misturas homogêneas liquidas. Não servem para processar reações em misturas gasosas, mas podem ser usados para reações em misturas heterogêneas do tipo gás-liquido e liquido-liquido. 

Podem ser classificados, no caso de misturas líquidas homogêneas pelo modo de operação em:
  1. Reatores do tipo tanque descontínuos – Também conhecidos como reatores em batelada. Neste tipo de reator, os reagentes são introduzidos no vaso no início do processo. Terminada a carga, o reator é levado para as condições de temperatura e pressão adequadas para a ocorrência da reação. Em seguida, a reação é processada até atingir a conversão desejada. Terminada a reação, o reator volta para condições que permitam a descarga segura e o conteúdo do reator é descarregado e o reator é preparado para receber nova varga. O ciclo operacional destes reatores tem, portanto, três etapas: carga, reação e descarga.

     
  2. Reatores do tipo tanque contínuos – Também conhecidos pela sigla em inglês CFSTR (Continuous Flow Stirred Tank Reactor). Neste tipo de reator, a alimentação, a reação e a descarga ocorrem simultaneamente. Para que este reator funcione em regime estacionário, a vazão volumétrica de entrada deve ser igual a vazão volumétrica na saída. Nestas condições, não há variação do volume da mistura reagente no tanque.

     
  3. Reatores do tipo tanque Semicontínuos – Também conhecidos como reatores em semibatelada. Esta categoria de reatores abrange todos reatores do tipo tanque que não se enquadram por alguma razão nas categorias anteriores.

     

 


 

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O que são reatores químicos?

São equipamentos que realizam reações químicas em escala industrial visando a transformação de matérias primas disponíveis na natureza, ou provenientes de outras indústrias, em produtos úteis.

Por exemplo, nas fábricas de amônia o nitrogênio atmosférico reage com o hidrogênio petroquímico para formar o produto desejado a amônia. A reação transformadora é
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Esta reação ocorre em condições de temperatura e pressão elevadas na presença de um catalisador sólido específico a base de ferro. Para explicar a ação catalítica a reação se desdobra em etapas irredutíveis simples, mas isso não importa, pelo menos por enquanto.

O equipamento que realiza esta reação é conhecido como conversor de amônia. Como ele realiza a transformação química em escala industrial, ele é um reator químico no sentido exato do termo. O seu desenho é muito especifico para o tipo de reação que realiza, não servindo para realizar outras reações.

A definição dos reatores químicos, embora muito singela, impõe algumas restrições que não podem ser ignoradas:

1. A primeira é que os reatores químicos são equipamentos industriais. Isso elimina todos os equipamentos e vidraria que realizam reações fora do contexto industrial. Então, não são reatores químicos as vidrarias e os equipamentos laboratoriais que realizam reações como parte de procedimentos analíticos e sintéticos. São exceções, as réplicas em pequena escala construídas para fins de simulação e desenvolvimento de processos ou como parte de um procedimento de “scale up”.

2. A segunda restrição é que o produto visado seja um dos produtos da reação que ocorre no reator.  Por exemplo, nas fabricas de papel e celulose a matéria prima, usualmente madeira, é digerida com soda. A soda reage com um dos componentes da madeira, a lignina, transformando-a em lignato de sódio solúvel, que sai do digestor na forma de uma solução altamente poluente conhecida como lixivia preta. A celulose, que é o produto desejado, passa incólume pelo processo para se constituir no produto industrial desejado. Como a celulose não é produto da reação, o digestor não é um reator químico no sentido exato do termo. O objetivo é separar a celulose da lignina. Com isso, o digestor vai cair em operações unitárias na capitulo dos equipamentos que realizam separações reativas.

3. A terceira restrição exclui os equipamentos que realizam reações visando a produção de energia. Estão neste caso, as fornalhas que queimam óleo combustível para fins energéticos. Paradoxalmente, as fornalhas que queimam óleo para produção de negro de fumo são reatores químicos já que o negro de fumo é o produto da reação.

Antes de seguir em frente, é importante lembrar que os reatores químicos são raramente conhecidos por este nome. Em geral, eles são nomeados de acordo com a transformação que realizam ou pela marca do fabricante. O termo reator químico é mais usado no mundo acadêmico.
A preocupação com uma boa definição se deve ao desejo não perder o rumo nas etapas seguintes. Estudar reatores é como andar num labirinto de possibilidades.


terça-feira, 22 de abril de 2014

Carboidratos

Fazendo uma busca na Internet para a palavra carboidrato o buscador nos leva invariavelmente para um site de nutrição. Quem faz regime se preocupa  com eles.  Aqui eles são vistos sob o ponto de vista estritamente químico. O nome carboidrato vem do termo hidrato de carbono, sugerindo uma mistura de carbono com água. A formula geral é

CnH2nO

Outra forma de representar um carboidrato seria

(CH2O)n

A molécula deve ser construída de tal forma que a, cada molécula de carbono, corresponda uma molécula de água.

A seguir é mostrado um carboidrato com 8 carbonos. Observe que existe um grupo aldeído  na extremidade a direita para fechar o balanço atômico.

 

aldo8

 

O nome deste carboidrato é aldooctose. Se o número de carbonos fosse 6, ele seria um Aldo hexose. Se fosse cinco, seria uma Aldo pentose e por ai vai.

É possível fechar o balanço atômico substituindo o grupo aldeído por um grupo cetona. Neste caso, a designação certo apareceria no nome.

Assim, a certo octose ficaria com a seguinte estrutura

cetoostose

 

No caso de seis carbonos seria uma cetohexose e assim por diante. O menor carboidrato possível é aquele om dois carbonos, o aldodiose. 

aldodiose

 

Na construção das moléculas de carboidratos as hidroxilas devem ser colocadas em carbonos diferentes. A regra de Erlenmeyer impede que duas hidroxilas se liguem ao mesmo carbono. Isso reduz os arranjos possíveis. Respeitada esta regra as hidroxilas podem ficar no mesmo lado (modo isotáctico), se posicionar alternativamente de uma lado e de outro ( modo isotáctico), ou se colocarem de forma aleatória (modo atáctico). Todos os carboidratos são monossacarídeos. A união em cadeia deles resulta nos vários polissacarídeos conhecidos.

Os carboidratos, pela presença de carbonos assimétricos apresentam isomeria ótica. O número de estereoisomeros é  dois elevado a N, onde N é o numero de carbonos assimétricos na molécula.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nomeando identificadores

Identificadores são nomes dados a lugares na memória RAM para armazenar dados. O JAVA é muito maleável  neste aspecto e aceita nomes longos, como o nome completo de D. Pedro I. Como o JAVA usa o Unicode o nome pode ser escrito em cirílico, japonês, mandarim, árabe, etc.  A escolha de um nome curto demais torna a tarefa de ler o programa um teste de adivinhação. Uma frase como aceleraçãocentrifuga está bom demais. A separação das palavras usando o sublinhado é melhor ainda, Neste caso, o exemplo ficaria aceleração_centrifuga. Não sei porque eu não gosto de usar sublinhado. Outra saída é usar a chamada notação camelo, iniciando as palavras  com letras maiúsculas. Neste caso, o exemplo usado fica AceleraçãoCentrífuga.  Na notação hungara uma letra é colocada no inicio do nome do identificador indicando o tipo de dados. Por exemplo, se aceleraçãocentrífuga vai armazenar um número real do tipo long então a letra l é colocada no início do nome resultando laceleração_centrifuga. arghhhh

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Primeiro principio da termodinâmica

Ele é mais conhecido como principio da conservação da energia. e reza que a energia não pode ser criada e nem destruída. Considerando um sistema, a versão matemática  deste principio: a variação da energia  interna de um sistema é a soma das energias que atravessam a fronteira do sistema

Assim

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Na esquerda está a variação de energia do sistema e na direita estão os trabalhos. A cada trabalho está associado um tipo de movimentação de energia.  O calor é uma forma de trabalho? A resposta é sim, mas trata-se  de uma modalidade degradada que não se recupera e nem se  transforma em outra modalidade de trabalho com  aproveitamento próxima a 100%. Uma termodinâmica construída com base na energia interna, no calor e uma única forma de trabalho é dita simples.Se mais de um trabalho for considerado a Termodinâmica é dita complexa. Tradicionalmente, o primeiro principio só considera trabalho o mecânico de expansão/ de gases e vapores.  Se outra modalidade de trabalho se inserir o primeiro princípio não fecha. Se o primeiro principio for aplicado a um reator fotoquímico, então o trabalho fotonico não pode ser ignorado e a movimentação de fótons através da fronteira do sistema tem que ser contabilizada. No caso de uma célula eletroquímica, o trabalho elétrico não pode  ser empurrado para debaixo do tapete.

Se a matéria atravessar a fronteira ela leva junto todo o seu conteúdo energético.  Isso significa que, nos sistemas abertos, o trabalho de movimentação material deve ser incluído no membro a direita.

Finalmente, nos sistemas onde ocorre expansão/contração o trabalho é

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Neste caso, a força é a pressão e o deslocamento é a variação de volume. Numa célula eletroquímica a força é a  a força eletromotriz e o deslocamento é a carga. Agora é cada um por si. Perai. No caso do trabalho térmico? Neste caso a força é a temperatura e o deslocamento é a entropia,

 

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Neste último caso, a força é temperatura absoluta e o deslocamento é a entropia.  A unidade SI de trabalho é o watts.  Isso serve como bússola na escolha.

quinta-feira, 13 de março de 2014

EDP 001 - Classificação das equações de primeira ordem

A forma geral das equações  diferenciais parciais de primeira ordem é

Nesta equação, x e y são variáveis independentes. u é uma função desconhecida destas variáveis. A equação contém as derivadas parciais de primeira ordem d função desconhecida em relação às variáveis independentes. Esta é a forma geral das equações diferenciais de primeira ordem.
 
Na equação a seguir, a EDP é do primeiro grau em relação as derivadas. Todos os outros termos são funções de x, y e u. Neste caso a equação é dita quase linear
 
 
Se u não aparecer  em r a equação é dita estritamente linear. A equação abaixo é a forma geral das equações estritamente lineares..  
   
 
Na equação acima  a equação é do primeiro grau em relação as derivadas parciais. Se a equação é do primeiro grau na função desconhecida e todas as suas derivadas ela é dita linear.
 
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Aproximação de Boussinesq


Esta é uma aproximação da equação do movimento direcionada a escoamentos causados por pequenas  diferenças de densidades como acontece na convecção natural. Serve, também para modelar ondas longas em superfícies de líquidos.
A condição de validade desta aproximação é que a diferença de densidade seja pequena. O que realmente importa é que esta diferença possa ser desprezada. Vale também para escoamento bifásicos tipo líquido-líquido, respeitada a condição de baixa diferença de densidade. Ela é também usada nos movimentos atmosféricos e oceânicos. No caso de movimento gás-líquido esta aproximação não se aplica. A causa da diferença de densidade tanto pode ser uma diferença de temperatura como uma diferença de composição.
A equação de Boussinesq com duas variáveis independentes pode ser escrita da seguinte forma
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A condição para uso da equação de Boussinesq é que o número de Richardson, que é a razão entre as energias potencial e cinética seja próximo da unidade. Se for muito menor o empuxo é insuficiente, se for muito maior a energia cinética é insuficiente.
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O número de Richardson serve como fronteira entre as convecção natural e forçada. Abaixo de um é convecção forçada e acima de um convecção natural natural. Na aeronáutica este número serve para delimitar regimes de escoamento (laminar/turbulento).
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Joseph Valentin Boussinesq nasceu em 13 de março de 1842. Ele foi um matemático-físico francês que contribuiu para significativamente para o desenvolvimento da hidrodinâmica, calor e luz. A partir de 1872 até 1886 ensinou cálculo diferencial e integral. Em 1896 ingressou na Faculdade de Ciência de Paris onde ensinou mecânica até a sua aposentadoria em 1918. Morreu em 13 de março de 1929.